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O GD 4 Caminhos iniciou a época 2010/2011 em Coruche nos dias 8 e 9 de Janeiro, com a realização da 1ª prova da Taça de Portugal de Orientação pedestre, prova organizada pelo COAC (Coruche Outdoor Adventure Club). No 1º dia a prova foi de distância média e foi disputada na Lamarosa, num terreno com muitos pormenores de relevo e vegetação variada, no mesmo dia houve uma prova de Sprint urbano no centro Coruche.
No 2º dia a prova foi de distância longa e realizou-se na Herdade de Cascavel na Fajarda. A arena foi montada num local bastante agradável na quinta «Cantar de Galo».
Em termos organizativos o COAC esteve de parabéns, oferendo-nos dois bons mapas de floresta.
No que respeita aos atletas do GD4C, estiveram em bom plano fazendo aquilo que se esperava, ou seja todos eles deram o seu melhor dignificando as cores do clube.
Em termos colectivos mesmo com todas as alterações efectuadas ao regulamento, GD4C continua nos lugares cimeiros da classificação alcançando o 3º lugar do pódio.
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Em termos colectivos mesmo com todas as alterações efectuadas ao regulamento, GD4C continua nos lugares cimeiros da classificação, alcançando o 3º lugar do pódio.
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1 |
[090] ADFA |
3562,8 |
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2 |
[070] COC |
3337,2 |
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3 |
[052] GD4C |
3214,1 |
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4 |
[094] CPOC |
3199,1 |
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5 |
[007] Ori-Estarreja |
2882,9 |
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6 |
[151] GafanhOri |
2569,2 |
Para a época desportiva 2009/2010,fiz um planeamento muito ambicioso, mesmo tendo em conta que o calendário de competição era um pouco desajustado.
O mesmo passava por vencer colectivamente o maior número possível de provas que contassem para a TP, para no final da época alcançar o melhor resultado de sempre no Ranking Nacional.
Foram várias as vezes que tive de alterar planos de treinos, para fazer face aos interesses individuais e colectivos.
Colectivamente o GD4 Caminhos esteve fantástico ao vencer seis dos treze eventos em disputa, (Alijó, Arraiolos, Figueira da Foz, Vinhais, Sesimbra e Arcos de Valdevez), dois segundos (Tocha e Pedrógão) e dois terceiros (Nazaré e Sintra), Vencendo o campeonato absoluto de distancia longa (femininos) e Nacional de Estafetas e Média, culminando com o 1º Lugar do Ranking Nacional, o que acontece pela primeira vez no historial do clube.
Não me canso de dizer que todos os atletas, foram fantásticos no decorrer de toda a época.
No plano individual a prestação também foi extraordinária, tendo-se alcançado três títulos no Campeonato Nacional de Sprint, seis no de Distância Média e três em distância Longa.
Tendo os atletas Joana Costa / D20, Isabel Bonifácio / D21A e Beatriz Leite / D60, vencido o Ranking Nacional nas suas categorias.
Para além das brilhantes prestações internas, também existiram grandes desempenhos em representação da Selecção Nacional.
Começou com grandes prestações de Joana Costa e Isabel Sá, atletas ainda juniores mas, que competiram no campeonato da Europa de seniores na Bulgária, registando excelentes prestações.
Seguindo-se o Eyoc (Campeonato da Europa de Jovens) em Sória Espanha, onde estiveram presentes as atletas Joana Costa, Isabel Sá e Catarina Dias, tendo conseguido excelentes prestações, sendo o ponto mais alto o 4º lugar alcançado na estafeta pela Joana e Isabel, formando equipa com Mariana Moreira.
Tendo Joana Costa sido tri Campeã Latina de Cadetes, Isabel Sá, em escalão idêntico, sido também tri campeã Ibérica, Maria Sá, três medalhas de prata em Elite no campeonato Ibérico, Catarina Dias obteve uma medalha de prata e duas de bronze, assim como Hélder Marcolino que alcançou um terceiro lugar na vertente de Sprint, ambos no escalão de Juniores.
Para se conseguirem estes resultados, em todas as provas que considerei importantes para os meus atletas e clube, vesti o fato de treinador a 100%,abdicando de competir e fazendo aquilo que mais gosto, treinar, aconselhar motivar os atletas nas alturas essenciais.
Um treino que consistia na realização de percursos formais, com distâncias compreendidas entre 2.600 e 2.900 metros, compostos por dezoito a vinte e quatro balizas para controlar, recorrendo ao uso do SI, e cujo objectivo visava opções rápidas e precisas, debaixo da pressão duma corrida em sprint.
Os vinte e um elementos presentes, quatorze dos quais atletas do clube, evoluiram sob as indicações do António Marcolino, percorrendo dois ou três mapas, das dez variantes que tinham à disposição, prescindindo do uso da bússola, de forma a criar rotinas necessárias às constantes mudanças de direcção, que são no fundo uma das características básicas da Orientação.
Uma referência especial à presença da quase totalidade da equipa das meninas D20 (algumas levantaram-se de madrugada), que demonstram uma motivação acrescida, de quem tem perfeita consciência, que com trabalho sério, poderão atingir os elevados objectivos que estão ao seu alcance.
Não obstante a temperatura baixa que se fazia sentir, todo o grupo se aplicou com afinco, interagindo plenamente com o treinador, de modo a tirar o máximo de rentabilidade das duas extraordinárias horas, que o clube colocou à sua disposição.


